45 perguntas para 1:1: check-in, carreira, motivação e feedback
Banco com 45 perguntas para 1:1 organizadas por objetivo: check-in, destravar a semana, carreira, motivação e feedback para o líder. Copie e use na próxima conversa.
O que perguntar no 1:1: comece pelo check-in
As melhores perguntas para a reunião 1:1 são abertas, olham para a pessoa antes das tarefas e mudam conforme o objetivo da conversa. Este artigo reúne 45 perguntas prontas, organizadas em cinco grupos: check-in e bem-estar, destravar o trabalho da semana, carreira e crescimento, motivação e reconhecimento, e feedback para o próprio líder. A regra de uso é simples: escolha de 3 a 5 por conversa, de acordo com o momento do liderado.
O grupo de check-in abre praticamente todo 1:1. Ele serve para medir a temperatura antes de entrar em qualquer pauta: energia, carga de trabalho, vida pessoal interferindo no dia a dia. É aqui que aparecem cedo os sinais de sobrecarga — e vale lembrar que a OMS reconhece o burnout como fenômeno ocupacional, ou seja, algo que o líder tem responsabilidade de observar. Se a resposta do check-in acender um alerta, abandone o resto da pauta e fique nesse assunto.
Perguntas de check-in e bem-estar: “Como você está de verdade, para além do trabalho?”; “Se a sua semana fosse uma nota de 0 a 10, qual seria — e o que faltou para ser 9?”; “Como anda a sua energia no dia a dia?”; “Tem algo fora do trabalho pesando em você agora?”; “O que mais consumiu a sua energia nos últimos dias?”; “Como está o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal neste mês?”; “Numa escala de leve a sobrecarregado, como está a sua carga de trabalho?”; “O que te deu mais ânimo na última semana?”; “Tem algum assunto que você quer conversar e nunca acha espaço?”; “O que eu deveria saber sobre o seu momento atual que talvez eu não esteja enxergando?”.
Perguntas para destravar o trabalho da semana
Este grupo é para quando o liderado está atolado, um projeto emperrou ou você sente que a energia do time está indo para o lugar errado. Atenção à diferença: o objetivo não é cobrar status (“o que você entregou?”), e sim remover obstáculos (“o que está te impedindo?”). O líder sai dessas perguntas com uma lista de ações para si mesmo — decisões a tomar, dependências a destravar, prioridades a realinhar.
Perguntas para destravar o trabalho: “O que está travando o seu trabalho agora?”; “Qual é a sua prioridade número um desta semana — e nós dois concordamos com ela?”; “Onde você está gastando tempo demais para o valor que isso gera?”; “Que decisão está parada esperando alguém — e quem é esse alguém?”; “O que você precisa de mim para avançar mais rápido?”; “Existe alguma dependência de outra equipe que eu deveria destravar?”; “Se você pudesse tirar uma tarefa do seu prato hoje, qual seria?”; “Qual risco deste projeto ninguém está falando em voz alta?”; “O que você faria diferente se a decisão final fosse sua?”; “Falta alguma ferramenta, acesso ou informação para você trabalhar bem?”.
Perguntas de carreira e crescimento
Carreira não precisa entrar toda semana, mas precisa entrar com regularidade — uma vez por mês ou a cada ciclo funciona bem. É o grupo que mais diferencia um líder que desenvolve pessoas de um que só distribui tarefas: quem nunca ouve uma pergunta de carreira do gestor vai conversar sobre carreira com o mercado. As respostas daqui alimentam diretamente o PDI do liderado e viram combinados com prazo.
Perguntas de carreira e crescimento: “Onde você quer estar daqui a dois anos — e o que falta para chegar lá?”; “Qual habilidade você quer desenvolver neste semestre?”; “Que parte do seu trabalho você gostaria de fazer mais — e qual gostaria de fazer menos?”; “Que projeto ou desafio te ajudaria a crescer agora?”; “Você sente que está aprendendo no ritmo que gostaria?”; “Com quem daqui de dentro você gostaria de aprender ou trabalhar mais perto?”; “O que do seu plano de desenvolvimento avançou desde a nossa última conversa — e o que emperrou?”; “Que tipo de evolução faria mais diferença para você agora: cargo, escopo ou remuneração?”; “Se você mudasse de área amanhã, para onde iria — e por quê?”; “Como posso te dar mais visibilidade com as pessoas certas?”.
Perguntas sobre motivação e reconhecimento
Use este grupo quando perceber queda de ânimo, depois de um ciclo pesado de entregas ou simplesmente a cada dois ou três meses, como prevenção. Motivação raramente desaba de uma vez: ela vaza aos poucos, e essas perguntas revelam o vazamento enquanto ainda dá para agir. Elas também ensinam algo que muito líder ignora: cada pessoa prefere ser reconhecida de um jeito diferente, e elogiar em público quem odeia holofote tem efeito contrário.
Perguntas de motivação e reconhecimento: “O que te faz querer começar a trabalhar de manhã?”; “Qual foi a última entrega que te deu orgulho de verdade?”; “Que parte do trabalho te dá energia — e qual te drena?”; “Você se sente reconhecido pelo que entrega? Por quem gostaria de ser mais reconhecido?”; “Como você prefere receber reconhecimento: em público, em particular ou por escrito?”; “O que te faria pensar em sair da empresa?”; “O que tornaria o seu trabalho mais interessante nos próximos três meses?”; “Se você tivesse uma semana livre para trabalhar em qualquer coisa daqui, o que faria?”.
Perguntas de feedback para o próprio líder
Este é o grupo mais difícil — e o mais valioso. Existe uma assimetria de poder na relação: o liderado tende a suavizar críticas ao chefe, então perguntas genéricas (“algum feedback para mim?”) recebem um “não, está tudo ótimo”. Perguntas específicas funcionam melhor, e a sua reação decide o futuro: agradeça, não se defenda e mostre depois o que mudou. É esse ciclo que constrói a segurança psicológica descrita por Amy Edmondson — o ambiente em que as pessoas falam a verdade sem medo.
Perguntas de feedback para o líder: “O que eu poderia fazer diferente para te apoiar melhor?”; “Tem algo que eu faço que dificulta o seu trabalho?”; “Você recebe contexto suficiente das minhas decisões, ou eu seguro informação demais?”; “Os nossos 1:1 estão sendo úteis para você? O que você mudaria neles?”; “De qual decisão recente você discordou e preferiu não falar?”; “Estou te dando autonomia demais, de menos ou na medida certa?”; “Qual feedback você acha que eu preciso ouvir e ninguém me dá?”.
Um último cuidado, válido para os cinco grupos: este banco não é um questionário para aplicar de uma vez. Despejar quinze perguntas em trinta minutos transforma a conversa em interrogatório e a pessoa em ré. Volte à regra do início — poucas perguntas por conversa, escolhidas pelo momento do liderado — e aprofunde as respostas: um “me conta mais sobre isso”, seguido de silêncio, costuma render mais do que a próxima pergunta da lista.
Como usar essas perguntas no TeamBOX
No TeamBOX, este banco vira templates de pauta reutilizáveis: você monta roteiros com as suas perguntas favoritas usando blocos de conteúdo (texto, link, imagem e marco) — um template de check-in semanal, outro de carreira mensal — e reaproveita com todos os liderados. A agenda de 1:1 com recorrência e lembretes por e-mail garante a cadência, e no 1:1 ao vivo, líder e liderado veem e preenchem a pauta juntos, em tempo real, de modo que a resposta de cada pergunta fica registrada na hora.
Cada reunião é registrada por bloco, formando um histórico por liderado: dá para reler o que a pessoa respondeu sobre carreira há três meses e retomar os combinados na conversa seguinte. O acompanhamento contínuo — sentimento, entregas, feedbacks e estudos — mostra a tendência entre um 1:1 e outro, e a Saúde do 1:1 avisa quando a cadência combinada está atrasando. O TeamBOX é grátis para começar.